O teste de software é parte fundamental do desenvolvimento, tendo como principais objetivos identificar falhas e aperfeiçoar a solução em fase de criação. Nesse sentido, os benefícios que o processo traz vão da redução de custos operacionais até a economia de tempo e recursos. Por isso, na era do desenvolvimento ágil, todo software confiável passa por diversas etapas de teste.

Entretanto, lidar com a experiência real do usuário pode ser um desafio. Afinal, como elaborar um planejamento de testes e inseri-lo na realidade de uma equipe de desenvolvimento? Para responder a essa questão, criamos este post completo sobre o tema.

Mostraremos aqui como testar a experiência do usuário, a importância de alinhar esses processos com o desenvolvimento e o que levar em conta na hora de decidir entre testar interna ou externamente. Confira!

Escolha uma metodologia de desenvolvimento

Para começar, o teste de software deve estar alinhado à metodologia adotada pelo próprio time de desenvolvimento. Esse é um primeiro passo importante para definir quais serão os tipos de teste adotados. Nesse sentido, alguns métodos se destacam com grande adesão de equipes de desenvolvimento ágil.

Podemos mencionar, a título de exemplo, o Kanban e o Scrum. No primeiro caso, o objetivo é conectar etapas dos mais variados processos. No desenvolvimento de softwares, isso se traduz em um modelo mais descritivo. Resumidamente, o Kanban funciona com base nos seguintes princípios:

  • começar pelo que deve ser feito agora;
  • buscar mudanças inovadoras, revolucionárias;
  • respeitar os papéis, as responsabilidades e os cargos atuais;
  • incentivar a liderança em todos os níveis.

Assim, são implementados quadros de avisos com cartões que identificam em que fase um processo está (fazer, desenvolver, fila de testes, teste, implantação, concluído etc.). Seu diferencial é justamente evidenciar o andamento das atividades, enquanto o grande desafio é garantir que a equipe dê conta de tantas atividades.

O Scrum, por sua vez, trabalha com entregas parciais, visando a concluir o produto o quanto antes. Assim, são implementadas etapas de aprovação do cliente e teste ao longo de todo o desenvolvimento. Isso faz com que o profissional ou time de testes tenha uma grande responsabilidade no andamento das entregas, como mostraremos mais à frente.

Resumidamente, o foco do Scrum é a parte prática. A partir de uma versão primária (protótipo), são feitas implementações com base em testes do time de desenvolvimento e do cliente. E que tipos de testes podem ser feitos, então?

Defina os tipos de teste

Os testes são mais que checagens, pois não servem apenas para conferir se a ideia do programador se transformou em produto. A experiência do usuário é um bom exemplo disso. Afinal, é na execução dos testes que são identificados também pontos a serem aperfeiçoados, fatores que não haviam sido levados em conta na prototipagem.

Veja a seguir os principais tipos de teste de software:

  • teste de configuração, que verifica se o produto funciona no hardware;
  • teste de instalação, que verifica se o produto pode ser instalado nas condições previstas (memória, armazenamento, interrupções na rede etc.);
  • teste de integridade, que verifica a resistência a falhas;
  • teste de segurança, que verifica se os dados são acessados de forma segura;
  • teste funcional, no qual são executadas todas as funções do software;
  • teste de integração, no qual diferentes componentes são executados ao mesmo tempo;
  • teste de performance, no qual são executadas sub-rotinas de testes de carga, stress e estabilidade;
  • testes de caixa branca e caixa preta, que envolvem o código e o software como um todo, respectivamente;
  • teste de regressão, no qual são refeitos testes após modificações, para saber se o software mantém o funcionamento esperado;
  • teste de usabilidade e de experiência do usuário (UX).

Esse último, especificamente, traz como principais benefícios:

  • o ganho de tempo no desenvolvimento, porque os feedbacks vêm em tempo real;
  • o impacto direto, pois o retorno é sobre o funcionamento prático, não o código em si;
  • o oferecimento de feedbacks valiosos, extraídos de uma abordagem ao produto; e
  • o baixo custo, por se tratar de um tipo de teste fácil de ser implementado.

Entenda a relação dos testes com o desenvolvimento

O teste é parte do desenvolvimento e não pode ser tratado como uma atividade paralela. Afinal, criar um software exige mais do que programadores capazes de transformar ideias em código. O objetivo de montar uma equipe é justamente reunir especialistas para que decisões acertadas sejam tomadas ao longo do processo, de maneira a promover resultados melhores.

Tendo isso em mente, o teste deve ser iniciado assim que as histórias (scripts) são definidas. No contexto do desenvolvimento ágil, é preciso elaborar um texto ágil, cuja função é resgatar e mensurar quais são os cenários de teste possíveis para aquela história.

Assim, faz parte do processo elaborar critérios de aceitação e definir os tipos de teste a serem executados. Isso ocorre durante o fluxo de toda a script, ao contrário do que acontecia anos atrás, quando o testador deveria esperar o fim da história para começar a rodar os testes.

Por isso, o teste é fundamental para que o desenvolvimento não seja incompleto: ele ajuda o desenvolvedor a implementar uma feature melhor, além de apontar detalhes que a equipe pode estar deixando passar.

Defina onde o teste será executado

Atualmente, existem diversos softwares voltados para teste, o que permite que boa parte das empresas execute as rotinas por conta própria. São testes funcionais, de análise completa do sistema etc. O teste de usabilidade, por exemplo, pode ser gerenciado pelo designer e executado em parceria com um usuário.

Cada vez mais empresas adotam esse modelo, no qual algumas amostras do produto são distribuídas para funcionários, de preferência que não participem do desenvolvimento. Depois, são aplicados questionários, nos quais essas pessoas mostram as impressões que tiveram. Na prática, é uma forma de receber feedbacks reais antes mesmo do lançamento do produto no mercado. 

Ainda assim, o teste externo pode ser uma alternativa interessante. Empresas com quadro de funcionários reduzidos ou um volume gigantesco de testes não automatizados costumam procurar por esse tipo de serviço para ganharem tempo. Vale destacar que, mesmo nesses casos, os testes podem ser realizados também dentro da empresa.

Como você pode ver, estabelecer uma rotina de teste de software não precisa ser uma dor de cabeça. O retorno sobre o investimento tende a ser alto, seja diretamente no produto, seja na otimização de processos de desenvolvimento. Por isso, faça dos testes de experiência do usuário parte da rotina da sua equipe e obtenha resultados cada vez melhores!

Se quer transformar esse cenário em realidade na sua empresa, entre em contato com o Instituto Atlântico e fale com quem é referência em pesquisa e desenvolvimento!

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